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SAN!!!!!!!!!!!!!!
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sábado, 20 de agosto de 2011
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Estamos fora!!!!!
Meus amigos e irmãos de escudo,
Sabemos que acontecem aqueles dias em que nada dá certo, mas na noite de ontem nosso treinador sofreu de uma diarréia mental pavorosa, vamos aos fatos:
- Escalação de Eduardo - É inadmissível, não gosto de "teorias da conspiração", mas que nesse bolo, tem dedo de empresário, isso tem.
- Fábio Ferreira - Qual o problema com este rapaz? Futebol para ser titular, eu sei que tem, porque será que não está sendo utilizado? Empresários de novo? Problemas com bebida? Quem aposta em que?
- Lúcio Flávio - O que este ser faz em campo? 3 meses e apenas 45 minutos de futebol aceitável. Nosso treinador sofre imposições? Empresários de novo?
- Leandro Guerreiro - Pior fase de sua carreira, nem quando voltou de contusão séria, atuou desta forma, não desarma, não antecipa, apenas cerca. Está mais que na hora de cair este mito.
- Edno - Ontem foi um verdadeiro desastre, mas como os dois citados anteriormente tiveram milhares de oportunidades, merece mais algumas.
- Caio - Acho que toda esta exposição, já está fazendo mal a cabeça do menino. Uma das funções do "Professor", é orientar que futebol é coletivo, e acho que isto não está sendo feito, pelo menos ontem não aparentou.
- Gabriel - No meio campo? Joel deve ter tomado "51 com mel" fora do prazo de validade.
- Jefferson - Nosso "paredão" ontem foi instável, frangos de "manual", mesclados com grandes defesas, ainda tem crédito, mas acredito que a sua renovação é urgente. Para funcionar 100%, deve estar totalmente concentrado.
Meus amigos, sei que quando temos uma decepção(vergonha), como a de ontem, parece que tudo é feio, pavoroso mesmo, mas o que nos leva a esse tipo de sentimento, é única e exclusivamente, a instabilidade desta equipe, que é capaz de nos brindar com uma apresentação sensacional, como a contra o "lixo", e logo após, nos atirar na mais profunda das depressões. Não sei até quando será assim, porém, maio está chegando e com ele o Brasileirão, será que aguentaremos mais um sufoco como o de 2009? Espero que não!
Fico por aqui, na torcida que esta derrocada não interfira nas semi finais da Taça Rio, e que pelo menos neste campeonato possamos manter alguma regularidade.
SAN!!!!!!!!!!!!!!!
quarta-feira, 17 de março de 2010
Que vergonha senti deste time!
Meus amigos e irmãos de escudo,
Começo hoje a convocação para o clássico de domingo próximo, esperando que o BOTAFOGO entre em campo, pois este time que acabou de jogar lá no Arruda, definitivamente não faz parte deste Clube que aprendi a amar e respeitar, portanto, domingo lugar de Botafoguense é no Grande Engenho, para conquistarmos mais uma vitória sobre "aquela coisa".
Quanto aquele troço que aconteceu lá no Arruda, me permitirei não comentar, pois, sinceramente, quero muito esquecer o que ocorreu. Só espero que o nosso técnico, lembre-se que está treinando o Botafogo, e não o Bambala.
SAN!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Motivos.......
Por Gilmar Ferreira:
Atlético-PR 2 x 0 Botafogo
Não dá para se dizer surpreso com a derrota do Botafogo na Arena da Baixada.
No duelo que apontaria qual dos dois agonizaria até a última rodada, o azarão era o alvinegro carioca.
Não porque seu time seja mais fraco no confronto direto _ tenho lá minhas dúvidas.
Mas pelo conjunto da obra, que envolve muito mais do que o visto a olhos nus.
O Botafogo da era pós-Bebeto voltou a ser, politicamente, uma instituição dividida e sem luz própria.
Os cem ou duzentos torcedores que ficaram barrados à porta da Arena da Baixada que o digam.
Mais falta de respeito, impossível _ tanto dos dirigentes locais, quantos dos alvinegros, passando pelos representantes das entidades envolvidas na organização do Campeonato Brasileiro.
Na hora do vamos ver, quando chega o momento de se decidir esportivamente quem é de Série A ou de Série B, perde-se a compostura e o bom senso (resumidos no termo fair-play) e que se dane a moral!
Às favas com o respeito ao direito do consumidor, que se lixem os que pagaram o ingresso e meteram o pé na estrada, abandonando seus lares para demonstrar apreço e fé às cores do seu coração.
E o que tem isso a ver com a derrota para o time de Antônio Lopes e a consequente obrigação de ter que vencer o Palmeiras no próximo domingo, no Engenhão, para escapar da degola sem depender dos outros?
Simples.
O caso ilustra a fraqueza política de um clube a toda hora violentado em seus interesses, sejam eles almejados dentro ou fora de campo _ protagonizados por árbitros, cartolas e autoridades de maneira geral.
E essa fraqueza invade seu departamento de futebol, porta de entrada de suas glórias, minando as energias de seus jogadores, a força de sua torcida e o brilho da instituição.
Não adianta discutir agora, às vésperas do último jogo oficial do ano, se o time do Botafogo é bom ou ruim, se o técnico Estevam Soares era a melhor opção ou se o meia Lucio Flávio deve permanecer no clube.
Como diria Nélson Rodrigues, referindo-se a seu amado Fluminense, alvinegros vivos e mortos devem se unir nesta batalha final, fazendo renascer a chama capaz de manter aceso o brilho de sua estrela.
Apelar para o sentimento, talvez seja, neste momento, o pouco que resta aos botafoguenses.
=================================
Do blog do Juca
CORINTHIANISMO
Por LEONOR MACEDO*
Se você gosta de futebol e já sabia que a rodada de domingo, 29/11, estava arranjada para favorecer o Flamengo antes mesmo de ela acontecer, aconselho que desista do esporte.
Que tente canalizar sua energia para algo mais legítimo, mais honesto, mais respeitoso, mais digno.
Porque futebol é isso: é o ópio do povo, é irracional e se pararmos para pensar, a gente pára de gostar.
É amor, é paixão, é utopia, é ingenuidade. É burrice.
Fui para Campinas, com toda a minha burrice e ingenuidade, confiando no discurso da diretoria do Corinthians e dos jogadores de que seria o "jogo do ano".
Ronaldo prometeu uma chuva de gols, outros jogadores afirmaram que dariam o sangue, o técnico se irritou ao ser questionado sobre um possível favorecimento ao Flamengo para eliminar as chances do São Paulo ser campeão: "o Corinthians estará empenhado para ganhar. Se o São Paulo não fez a sua parte, não é um problema nosso."
Acreditei e fui confiante!
Comprei meu ingresso mesmo sabendo que a renda do futebol seria destinada ao carnaval do centenário, em 2010.
Mesmo sabendo que o correto é utilizar a arrecadação do futebol com o futebol. Fui porque meu amor pelo futebol é muito maior do que meu ódio pelo carnaval.
Cheguei a Campinas cedo, ganhei uma carona de carro e almocei em um shopping relativamente próximo ao estádio.
Vi dezenas de corinthianos exibindo suas camisas orgulhosos, confiantes na equipe, assim como eu.
Porque me recuso a acreditar que algum corinthiano realmente estivesse interessado em uma derrota para o Flamengo apenas para prejudicar o São Paulo.
A rivalidade não pode ser maior do que a vontade de ver seu time ganhar qualquer coisa, até campeonato de Master.
Cresci aprendendo que existem apenas dois tipos de torcida no Brasil: a corinthiana e a anticorinthiana.
A nossa, até então, era a corinthiana.
Quando entrei no estádio (com uma entrada relativamente organizada nas catracas do Fiel Torcedor, diga-se de passagem), acomodei-me em um degrau semi-alagado e vi o Brinco de Ouro da Princesa lotar de corinthianos e flamenguistas, que também compareceram.
Foi quando Evandro Roman apitou e a vergonha começou.
Não falo apenas de erros grotescos de arbitragem porque, se eu sou ingênua a ponto de acreditar na hombridade de um elenco todo, sempre acreditei em juiz ladrão.
Falo de corpo mole, de recuar a bola para o goleiro em um ataque, de 90% de passes errados, de contusões inexplicáveis, da expulsão do nosso capitão, do nosso técnico.
De 10 jogadores caminharem dentro de campo (o único que tentou foi Defederico, que não fala português e que talvez não tenha entendido a recomendação de entregar uma partida), de um goleiro não tentar pegar a bola em forma de "protesto" contra a arbitragem (e o melhor protesto que ele podia ter feito ali era agarrar o pênalti e honrar os milhares de corinthianos que estavam na arquibancada).
De o nosso elenco fazer o que fez estampando o rosto de centenas de corinthianos na nossa camisa (a obrigação de ganhar a partida podia ser só por esse motivo).
De ouvir um meia do Corinthians que está de férias desde o fim do Campeonato Paulista justificar seus erros na arbitragem (concordo, Elias, que o juiz errou, é péssimo e tem que ser punido, mas quando foi que o Corinthians dependeu de juiz?).
De ver o nosso técnico ser expulso quando ele é o primeiro que tem que manter a cabeça fria para dar tranqüilidade ao elenco, honrando o salário milionário que ele recebe. E depois reclamar da arbitragem também, sendo que o próprio, no meio do campeonato, afirmou que a prioridade nunca foi o Campeonato Brasileiro, mas o time em 2010.
A prioridade, senhor Mano Menezes, é respeitar o torcedor do Corinthians e tentar vencer tudo o que se propuser a ganhar.
Eu não tenho seis meses de férias, nem ganho um centésimo do que o senhor ganha e trabalho com seriedade.
Saí do estádio sem conseguir falar uma palavra.
Atônita e surpresa sim, porque eu acreditava que o elenco do Corinthians pudesse, pelo menos, honrar aqueles que acreditavam.
Porque sempre acreditei que eu, como torcedora, pudesse ter alguma importância (mesmo que financeira) para o clube.
Voltei para São Paulo pensando que por muito menos a torcida expulsou do clube um dos maiores jogadores da história do futebol, o Rivelino.
Que, mesmo naquele contexto importantíssimo que é um Corinthians X Palmeiras, ele pode ter errado, mas jamais entregado uma partida a nosso rival.
Que a gente pode ter perdido um clássico, um título, mas que não perdemos a dignidade tanto quanto neste domingo, em Campinas.
Nem quando fomos rebaixados para a Série B.
Sei que a falta de dignidade não é única e exclusiva da diretoria do Corinthians.
No próximo fim-de-semana, por exemplo, é a última rodada do campeonato e o Grêmio anunciou que pode escalar o time reserva contra o Flamengo apenas para prejudicar o Inter.
Que o mesmo Inter entregou uma partida para prejudicar o Corinthians contra o Goiás, em 2007.
Que muitas pessoas consideram isso absolutamente normal no futebol e depois reclamam de ética em seu trabalho, nas relações pessoais, enfim, em sua vida.
O futebol é espelho de tudo isto.
Se a falta de dignidade não é única e exclusiva da diretoria do Corinthians e do elenco corinthiano, é com ela sim que eu me preocupo, porque eles, infelizmente, carregam o escudo que eu defendo.
Se todos os anos para mim terminam com o fim da temporada de futebol, 2009 foi o ano que terminou mais cedo.
Curarei minha ressaca futebolística longe de Corinthians X Atlético Mineiro.
Sei que a minha fé no futebol retornará assim que a ressaca passar.
Que eu encerrarei o papo de "não bebo mais" e continuarei enchendo a cara dessa cachaça.
Que seguirei acreditando que outro futebol é possível: com dignidade, honestidade e hombridade.
Com jogador que defende o escudo do clube acima de qualquer dinheiro, com dirigente que recusa mala branca e leva em consideração sua torcida, com elenco que não entrega a partida, com torcedor apaixonado que prefere ver o time ganhar a ver o rival se dar mal.
Morrerei velhinha acreditando.
E precisarei de dois caixões: um para mim e outro para a minha santa ignorância.
*Leonor Macedo é corintiana e jornalista
====================================
Nada mais posso acrescentar. Aguardarei 2010, independentemente de resultados.
SAN!!!!!!!
Atlético-PR 2 x 0 Botafogo
Não dá para se dizer surpreso com a derrota do Botafogo na Arena da Baixada.
No duelo que apontaria qual dos dois agonizaria até a última rodada, o azarão era o alvinegro carioca.
Não porque seu time seja mais fraco no confronto direto _ tenho lá minhas dúvidas.
Mas pelo conjunto da obra, que envolve muito mais do que o visto a olhos nus.
O Botafogo da era pós-Bebeto voltou a ser, politicamente, uma instituição dividida e sem luz própria.
Os cem ou duzentos torcedores que ficaram barrados à porta da Arena da Baixada que o digam.
Mais falta de respeito, impossível _ tanto dos dirigentes locais, quantos dos alvinegros, passando pelos representantes das entidades envolvidas na organização do Campeonato Brasileiro.
Na hora do vamos ver, quando chega o momento de se decidir esportivamente quem é de Série A ou de Série B, perde-se a compostura e o bom senso (resumidos no termo fair-play) e que se dane a moral!
Às favas com o respeito ao direito do consumidor, que se lixem os que pagaram o ingresso e meteram o pé na estrada, abandonando seus lares para demonstrar apreço e fé às cores do seu coração.
E o que tem isso a ver com a derrota para o time de Antônio Lopes e a consequente obrigação de ter que vencer o Palmeiras no próximo domingo, no Engenhão, para escapar da degola sem depender dos outros?
Simples.
O caso ilustra a fraqueza política de um clube a toda hora violentado em seus interesses, sejam eles almejados dentro ou fora de campo _ protagonizados por árbitros, cartolas e autoridades de maneira geral.
E essa fraqueza invade seu departamento de futebol, porta de entrada de suas glórias, minando as energias de seus jogadores, a força de sua torcida e o brilho da instituição.
Não adianta discutir agora, às vésperas do último jogo oficial do ano, se o time do Botafogo é bom ou ruim, se o técnico Estevam Soares era a melhor opção ou se o meia Lucio Flávio deve permanecer no clube.
Como diria Nélson Rodrigues, referindo-se a seu amado Fluminense, alvinegros vivos e mortos devem se unir nesta batalha final, fazendo renascer a chama capaz de manter aceso o brilho de sua estrela.
Apelar para o sentimento, talvez seja, neste momento, o pouco que resta aos botafoguenses.
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Do blog do Juca
CORINTHIANISMO
Por LEONOR MACEDO*
Se você gosta de futebol e já sabia que a rodada de domingo, 29/11, estava arranjada para favorecer o Flamengo antes mesmo de ela acontecer, aconselho que desista do esporte.
Que tente canalizar sua energia para algo mais legítimo, mais honesto, mais respeitoso, mais digno.
Porque futebol é isso: é o ópio do povo, é irracional e se pararmos para pensar, a gente pára de gostar.
É amor, é paixão, é utopia, é ingenuidade. É burrice.
Fui para Campinas, com toda a minha burrice e ingenuidade, confiando no discurso da diretoria do Corinthians e dos jogadores de que seria o "jogo do ano".
Ronaldo prometeu uma chuva de gols, outros jogadores afirmaram que dariam o sangue, o técnico se irritou ao ser questionado sobre um possível favorecimento ao Flamengo para eliminar as chances do São Paulo ser campeão: "o Corinthians estará empenhado para ganhar. Se o São Paulo não fez a sua parte, não é um problema nosso."
Acreditei e fui confiante!
Comprei meu ingresso mesmo sabendo que a renda do futebol seria destinada ao carnaval do centenário, em 2010.
Mesmo sabendo que o correto é utilizar a arrecadação do futebol com o futebol. Fui porque meu amor pelo futebol é muito maior do que meu ódio pelo carnaval.
Cheguei a Campinas cedo, ganhei uma carona de carro e almocei em um shopping relativamente próximo ao estádio.
Vi dezenas de corinthianos exibindo suas camisas orgulhosos, confiantes na equipe, assim como eu.
Porque me recuso a acreditar que algum corinthiano realmente estivesse interessado em uma derrota para o Flamengo apenas para prejudicar o São Paulo.
A rivalidade não pode ser maior do que a vontade de ver seu time ganhar qualquer coisa, até campeonato de Master.
Cresci aprendendo que existem apenas dois tipos de torcida no Brasil: a corinthiana e a anticorinthiana.
A nossa, até então, era a corinthiana.
Quando entrei no estádio (com uma entrada relativamente organizada nas catracas do Fiel Torcedor, diga-se de passagem), acomodei-me em um degrau semi-alagado e vi o Brinco de Ouro da Princesa lotar de corinthianos e flamenguistas, que também compareceram.
Foi quando Evandro Roman apitou e a vergonha começou.
Não falo apenas de erros grotescos de arbitragem porque, se eu sou ingênua a ponto de acreditar na hombridade de um elenco todo, sempre acreditei em juiz ladrão.
Falo de corpo mole, de recuar a bola para o goleiro em um ataque, de 90% de passes errados, de contusões inexplicáveis, da expulsão do nosso capitão, do nosso técnico.
De 10 jogadores caminharem dentro de campo (o único que tentou foi Defederico, que não fala português e que talvez não tenha entendido a recomendação de entregar uma partida), de um goleiro não tentar pegar a bola em forma de "protesto" contra a arbitragem (e o melhor protesto que ele podia ter feito ali era agarrar o pênalti e honrar os milhares de corinthianos que estavam na arquibancada).
De o nosso elenco fazer o que fez estampando o rosto de centenas de corinthianos na nossa camisa (a obrigação de ganhar a partida podia ser só por esse motivo).
De ouvir um meia do Corinthians que está de férias desde o fim do Campeonato Paulista justificar seus erros na arbitragem (concordo, Elias, que o juiz errou, é péssimo e tem que ser punido, mas quando foi que o Corinthians dependeu de juiz?).
De ver o nosso técnico ser expulso quando ele é o primeiro que tem que manter a cabeça fria para dar tranqüilidade ao elenco, honrando o salário milionário que ele recebe. E depois reclamar da arbitragem também, sendo que o próprio, no meio do campeonato, afirmou que a prioridade nunca foi o Campeonato Brasileiro, mas o time em 2010.
A prioridade, senhor Mano Menezes, é respeitar o torcedor do Corinthians e tentar vencer tudo o que se propuser a ganhar.
Eu não tenho seis meses de férias, nem ganho um centésimo do que o senhor ganha e trabalho com seriedade.
Saí do estádio sem conseguir falar uma palavra.
Atônita e surpresa sim, porque eu acreditava que o elenco do Corinthians pudesse, pelo menos, honrar aqueles que acreditavam.
Porque sempre acreditei que eu, como torcedora, pudesse ter alguma importância (mesmo que financeira) para o clube.
Voltei para São Paulo pensando que por muito menos a torcida expulsou do clube um dos maiores jogadores da história do futebol, o Rivelino.
Que, mesmo naquele contexto importantíssimo que é um Corinthians X Palmeiras, ele pode ter errado, mas jamais entregado uma partida a nosso rival.
Que a gente pode ter perdido um clássico, um título, mas que não perdemos a dignidade tanto quanto neste domingo, em Campinas.
Nem quando fomos rebaixados para a Série B.
Sei que a falta de dignidade não é única e exclusiva da diretoria do Corinthians.
No próximo fim-de-semana, por exemplo, é a última rodada do campeonato e o Grêmio anunciou que pode escalar o time reserva contra o Flamengo apenas para prejudicar o Inter.
Que o mesmo Inter entregou uma partida para prejudicar o Corinthians contra o Goiás, em 2007.
Que muitas pessoas consideram isso absolutamente normal no futebol e depois reclamam de ética em seu trabalho, nas relações pessoais, enfim, em sua vida.
O futebol é espelho de tudo isto.
Se a falta de dignidade não é única e exclusiva da diretoria do Corinthians e do elenco corinthiano, é com ela sim que eu me preocupo, porque eles, infelizmente, carregam o escudo que eu defendo.
Se todos os anos para mim terminam com o fim da temporada de futebol, 2009 foi o ano que terminou mais cedo.
Curarei minha ressaca futebolística longe de Corinthians X Atlético Mineiro.
Sei que a minha fé no futebol retornará assim que a ressaca passar.
Que eu encerrarei o papo de "não bebo mais" e continuarei enchendo a cara dessa cachaça.
Que seguirei acreditando que outro futebol é possível: com dignidade, honestidade e hombridade.
Com jogador que defende o escudo do clube acima de qualquer dinheiro, com dirigente que recusa mala branca e leva em consideração sua torcida, com elenco que não entrega a partida, com torcedor apaixonado que prefere ver o time ganhar a ver o rival se dar mal.
Morrerei velhinha acreditando.
E precisarei de dois caixões: um para mim e outro para a minha santa ignorância.
*Leonor Macedo é corintiana e jornalista
====================================
Nada mais posso acrescentar. Aguardarei 2010, independentemente de resultados.
SAN!!!!!!!

